Os correios decidiram não renovar nesse fim de ano o benefício de Natal de R$ 2.500 para os funcionários, que havia sido pago em 2024 como parte do acordo coletivo de trabalho.
A suspensão do benefício de Natal chega em um momento de forte aperto financeiro, com medidas que podem afetar renda e postos de trabalho em todo o país.
No conjunto das decisões e números que cercam a estatal, há preocupação sobre o futuro do serviço postal e da renda dos carteiros, conforme informação divulgada pelo Metrópoles.
A empresa informou que o pagamento de R$ 2.500, que constava no acordo coletivo, não será renovado neste fim de ano, o que reduz a renda extra de muitos trabalhadores. A perda do benefício de Natal afeta diretamente carteiros e outros funcionários que contavam com a quantia.
Em nota, os Correios dizem que "todas as questões relacionadas ao acordo coletivo de trabalho estão sendo tratadas diretamente com os representantes dos trabalhadores na mesa de negociação".
O cenário financeiro agrava a decisão. Segundo o balanço mais recente, "O último balanço da estatal divulgado no fim de novembro apontou um prejuízo de R$ 6 bilhões deais acumulado entre janeiro e setembro de 2025."
O relatório também registra que "Já são 13 trimestres seguidos de resultados negativos, uma sequência que começou no fim de 2022", o que limita a margem para manter benefícios e investimentos.
Além disso, "o Tesouro Nacional informou na terça-feira que não dará aval ao pedido de empréstimo de R bilhões deais feito pelos Correios, caso as instituições financeiras ofereçam juros acima de 120% do CDI", o que complica o acesso a crédito para solução de curto prazo.
O ministro da Fazenda, Fernando Hadad, afirmou que qualquer apoio via Tesouro "terá de seguir as regras fiscais", reforçando que o socorro estatal terá condicionantes.
Para reduzir custos, os Correios ampliaram o programa de demissão voluntária, com a proposta de "ampliação do programa de demissão voluntária para 15.000 empregados, sendo 10.000 desligados previstos para 2026 e outros 5.000 para 2027".
O aumento do PDV e o corte do benefício de Natal criam um quadro de incerteza para trabalhadores que já enfrentam trimestres consecutivos de resultados negativos na estatal.
Representantes dos trabalhadores permanecem em negociação com a empresa, em busca de alternativas que minimizem perdas salariais e preservem empregos. A companhia diz que trata as pautas diretamente com os representantes sindicais.
Especialistas consultados afirmam que, sem apoio financeiro claro e com juros condicionados, a tendência é de manutenção de medidas de contenção de gastos, incluindo benefícios e redução de quadro.
O desfecho das negociações sobre o benefício de Natal, a aprovação de eventual empréstimo e os termos do PDV serão decisivos para definir o impacto nas contas e na rotina dos carteiros nas próximas semanas.
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