O BNDES aprovou um empréstimo de R$ 200 milhões para a Eve, startup da Embraer que desenvolve eVTOLs, veículos elétricos de pouso e decolagem vertical, conhecidos como carro voador.
A operação aumenta para R$ 1,2 bilhão o total de crédito aprovado pelo banco de fomento desde 2022 para apoiar o projeto da Eve, segundo comunicado divulgado pelas fontes.
O financiamento deverá ser usado para avançar no desenvolvimento, na certificação e na produção dos eVTOLs, com montagem prevista em instalações da Embraer em Taubaté, no interior de São Paulo, e uma carteira de pedidos não vinculantes de 2,8 mil unidades.
conforme informação divulgada pelo g1.
O BNDES informou que a operação vai ajudar a Eve a “deverá também preparar o veículo para a campanha de testes para obtenção do certificado de tipo junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)”.
Na prática, os recursos serão direcionados para etapas de engenharia, certificação e testes de voo que antecedem a produção em série, e para a integração de sistemas críticos do eVTOL.
Segundo a própria empresa, o financiamento servirá para acelerar a “integração do sistema de propulsão elétrica, que garantirá desempenho, segurança e confiabilidade à nossa primeira aeronave certificável”, etapa “crítica” do desenvolvimento do eVTOL, conforme nota citada pelo BNDES.
Essa fase é considerada decisiva para que o projeto do carro voador cumpra requisitos técnicos e regulamentares e avance para os voos de certificação.
A BNDESPar, braço de participações do banco, comprou uma participação de 4% na Eve ao atuar como âncora em uma oferta de ações da empresa, na qual o BNDES informou ter investido R$ 405,3 milhões.
Desde 2022, o banco já aprovou, ao todo, R$ 1,2 bilhão em créditos para a Eve, incluindo dois empréstimos no ano anterior, um de R$ 500 milhões e outro de R$ 200 milhões.
A Eve afirma ter um pipeline total de pedidos não vinculantes que somam quase 2,8 mil eVTOLs, o que representa uma receita potencial de US$ 14 bilhões, segundo dados divulgados pela empresa.
Em relatório citado pela Eve, o mercado global de mobilidade com eVTOLs poderia gerar até US$ 280 bilhões até 2045, incluindo demanda por 30 mil aeronaves e o transporte de 3 bilhões de passageiros.
A produção está prevista para ser instalada em Taubaté, com investimento estimado em US$ 90 milhões na fábrica, usando estruturas antigas da Embraer que serão adaptadas para a nova linha de montagem.
A Eve informou que o primeiro protótipo em escala real tem voo previsto para ocorrer nesta virada de ano, e que os primeiros modelos deverão sair da fábrica a partir de 2026.
Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, “a fabricação do eVTOL é uma inovação disruptiva”, e o banco “tem todo o interesse em apoiar” o projeto, acrescentando, nas palavras divulgadas, que “Queremos que o primeiro voo aconteça em 2026, 120 anos após o voo do 14-Bis, um feito histórico de Santos Dumont e legado para o mundo”.
No setor, há estimativas divergentes sobre cronograma de operações comerciais, com outras empresas projetando primeiros voos de carros voadores para o final de 2027, o que sinaliza que a certificação e a escala industrial ainda serão o principal desafio para que o carro voador chegue ao mercado urbano.
Com o aporte do BNDES, a Eve ganha fôlego financeiro e institucional para avançar nas etapas técnicas e regulatórias, enquanto a indústria e o mercado aguardam sinais sobre custos, logística de recarga, integração com o espaço aéreo urbano e aceitação do público.
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