O site da Contabilidade Cidadã utiliza cookies. Saiba mais sobre nossas Políticas de Cookies clicando aqui. Ao navegar você concorda com a sua utilização.
Saiba mais sobre os cookies em nossa Advertência Jurídica e Políticas de Privacidade

Como fazer DRE? Entenda de uma vez por todas

Como fazer DRE? Entenda de uma vez por todas
Saiba como se tornar um Analista Fiscal e Impulsionar sua carreira profissional em apenas 30 dias! Adquirindo o treinamento de Analista Fiscal, ganhe inteiramente grátis o curso de Analista em eSocial, ganhe também o curso de Especialista em SPED, ganhe o curso de Contabilidade na Prática e ainda o livro digital Descomplicando o SPED. Corra, esta é a última semana de inscrição e as vagas estão acabando. Clique aqui e garanta sua vaga!

___________________________________________________________

A profissionalização da gestão de um negócio é um desafio. Isso porque é preciso não só conhecimento técnico, mas também a utilização das ferramentas certas. Os relatórios de Balanço Patrimonial e o Demonstrativo de Fluxo de Caixa junto à Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) são alguns documentos fundamentais para garantir essa eficácia operacional. No entanto, ainda existem muitas pessoas com dúvidas sobre como fazer DRE.

Se esse for seu caso, continue a leitura. Com este artigo, vamos ajudar você a tornar esse processo de profissionalização mais natural, ensinando como fazer DRE, como analisá-la e outros tópicos importantes.

Antes disso, vamos entender um pouco mais sobre o conceito e a importância desse documento.

O que é DRE?

A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) é um documento contábil demonstrativo que apresenta detalhadamente o resultado líquido obtido pela empresa em determinado período. Nele, são confrontados dados sobre receita, custos e despesas de atividades operacionais e não operacionais.

De acordo com a legislação, esse documento deve ser elaborado todo ano. Para isso, também é necessário levar em consideração o regime tributário adotado pela empresa. No entanto, o empreendimento pode realizá-lo todo mês, com fins administrativos, e também trimestralmente, para fins fiscais.

Qual a importância de fazer esse documento?

A importância dele segue duas linhas. A primeira é em relação à obrigatoriedade imposta pela Lei n° 11.638/07. Isso quer dizer que o negócio consegue se manter de acordo com as exigências legais e fiscais junto à Receita Federal.

A segunda linha é mais gerencial. Ou seja, ter esse documento estruturado ajudará no processo de tomada de decisões e estabelecimento de estratégias do negócio.

Como o documento é um compilado de resultados operacionais e não operacionais, isso colabora para um maior controle sobre as finanças, ao pagamento correto de impostos, saber quais setores precisam de mais investimento, em quais áreas podem ser feitos cortes de gastos, entre outras vantagens.

Como fazer DRE?

Dada a importância do demonstrativo, agora mostraremos um passo a passo de como fazer DRE de maneira prática e simples!

Receita Bruta

A primeira linha corresponde à Receita Bruta de Vendas, que compreende receitas de vendas de produtos ou serviços, recebimento de juros, dedução de impostos sobre vendas, como ICMS e ISS, entre outras. Depois de somadas as entradas e subtraídas as saídas, é obtido o valor da receita líquida.

Lucro Bruto

O segundo passo da confecção do documento compreende a relação da receita bruta e os custos de produção do produto ou serviço. Do lucro bruto, devem ser subtraídas todas as despesas operacionais, financeiras e administrativas. Isso inclui a CPV (Custo de Produtos Vendidos), CMV (Custos de Mercadorias Vendidas) e CSP (Custo dos Serviços Prestados).

Assim, chegamos ao Lucro Operacional Líquido. Desse valor, ainda serão descontados o IRPJ (Imposto de Renda de Pessoa Jurídica) e o CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido).

Lucro Líquido do Exercício

Por fim, temos o Lucro Líquido do Exercício, que corresponde ao valor obtido após a dedução dos impostos e taxas pagas sob o lucro bruto. Esse total final é de suma importância para realizar financiamentos, dividir os lucros entre os sócios, acionistas da empresa e os próprios colaboradores.

Para elucidar melhor como ficará a tabela, confira um modelo abaixo:

(+) Receita Bruta

Vendas de produtos
Vendas de mercadorias
Prestação de serviços

(-) Deduções da receita bruta 

Devoluções de Vendas
Abatimentos
Impostos e Contribuições Incidentes sobre Vendas

= Receita Líquida

(-) Custo das Vendas
CPV
CMV
CSP

= Lucro Operacional Bruto

(-) Despesas Operacionais 

Despesas com vendas
Despesas administrativas

(-) Despesas financeiras
(-) Receitas Financeiras
(-) Variações monetárias e de câmbio

(-) Outras despesas

= Lucro Operacional Líquido

(-) IRPJ e CSLL

= Lucro líquido antes das participações

(-) Colaboradores, acionistas, sócios, direitos trabalhistas etc.

(=) Lucro Líquido do Exercício 

Vale lembrar que essa tabela serve para ser feita mês após mês. É importante fazer essa divisão para que não haja confusão na hora de apresentar a DRE. Como dissemos no início, elas devem ser relativas ao exercício de um ano da empresa em questão.

Como analisar a DRE?

A análise da DRE ajuda a ter uma completa visão sobre o desempenho de uma empresa. Depois que os valores são lançados, existem duas formas de fazer essa análise. Confira a seguir!

Análise horizontal

Na análise horizontal, é feita uma pesquisa sobre os mesmos elementos em períodos ou exercícios distintos. A variação nos valores apontará se a empresa está crescendo ou não.

Por exemplo, se quiser analisar o sucesso de um produto, é possível verificar por meio da DRE o lucro gerado por ele. Assim, a empresa tem a chance de desenvolver um trabalho de investimentos de acordo com o potencial de mercado apresentado pelo documento.

Análise vertical

Já na análise vertical, é feita a relação entre um elemento e a categoria da qual ele faz parte. Ela complementa o que é feito na análise horizontal, ou seja, considera os dados de um período, mas faz uma pesquisa sobre as partes envolvidas na DRE como um todo.

Por exemplo, é possível realizar o comparativo entre as despesas financeiras e o total de receitas obtidos.

No entanto, algo é comum a ambas as análises: o cálculo do Retorno Sobre Vendas (RSV). Por meio dele, a empresa terá uma noção exata do qual a porcentagem cada venda resultou. O cálculo é simples: divide-se o lucro líquido pela receita total e multiplica-se por 100.

A DRE não deve ser vista apena como um documento obrigatório, mas também como um demonstrativo estratégico para as organizações. A partir dos resultados obtidos, é possível orientar as atividades para que elas se tornem mais lucrativas e façam com que o negócio cresça de maneira sustentável.

Logo, saber como fazer DRE é uma obrigação dos novos empresários que almejam a profissionalização do negócio, assim como mostramos no início do artigo. Para garantir que todos os dados sejam confiáveis, o ideal é contar com um sistema que não só ajude na organização dos números, mas também fazer o cálculo certo.

Gerencianet

Envie seu comentário

Optimization WordPress Plugins & Solutions by W3 EDGE