
Como declarar imóveis no Imposto de Renda 2026, passo a passo claro para declarar imóveis corretamente, incluindo custo histórico, financiamento, venda isenta, aluguel via Carnê-Leão e documentos essenciais
O prazo para o Imposto de Renda 2026 se aproxima, e muitos contribuintes se preocupam com a declaração de imóveis, compras, vendas e aluguéis, por envolver valores altos e regras específicas.
Pequenos erros no preenchimento podem levar à malha fina, por isso é importante entender como registrar o custo do imóvel, como lançar financiamentos e como informar aluguéis recebidos.
Nas linhas a seguir explicamos passo a passo o que declarar, como evitar inconsistências e quais comprovantes guardar, de forma prática e direta, conforme informações da pauta.
Valor do imóvel e custo histórico
O erro que mais leva contribuintes para a malha fina é tentar atualizar o valor do imóvel pelo preço de mercado ou pelo valor do IPTU.
Para a Receita Federal, o imóvel deve ser declarado pelo seu custo histórico, ou seja, o valor efetivamente pago e comprovado na compra. Esse valor só muda se você realizou reformas ou benfeitorias comprovadas por notas fiscais.
Compra, financiamento e lançamento correto
Imóveis adquiridos em 2025 devem ser declarados na ficha Bens e Direitos. Em compras à vista, informe os dados do vendedor e o valor total pago, com comprovantes.
Diferente de outras dívidas, o financiamento imobiliário não deve ser lançado na ficha de Dívidas e Ônus Reais. No campo de situação em 31/12/2025, some apenas o que já saiu do seu bolso, como entrada, parcelas pagas no ano, juros e custos de cartório e ITBI.
Venda, ganho de capital e importação de apuração
Quem vendeu um imóvel em 2025 precisa dar baixa no bem em Bens e Direitos, zerando o saldo no último dia do ano, e também apurar se houve lucro na venda, o chamado ganho de capital.
Mesmo que a operação seja isenta, por exemplo na venda de um único imóvel dentro do limite legal, ou por reinvestimento em outro imóvel residencial no prazo de 180 dias, a informação deve constar no programa de apuração de ganhos e ser importada para a declaração anual.
Aluguel, Carnê-Leão e deduções
Proprietários que receberam aluguéis de pessoas físicas devem controlar os recebimentos no Carnê-Leão, mensalmente. Aluguéis pagos por empresas aparecem no informe de rendimentos fornecido pela fonte pagadora.
As taxas pagas à imobiliária podem ser deduzidas, desde que informadas na ficha de Pagamentos Efetuados. Para o inquilino, declarar o aluguel pago é opcional, mas recomendável para evitar divergências com o proprietário.
Check-list final para não cair na malha fina
Antes de finalizar a declaração, reveja pontos que mais geram problemas e garanta consistência entre documentos e campos do programa da Receita.
- Declare o imóvel pelo custo histórico, não pelo preço de mercado ou IPTU.
- Financiamento, lance o saldo pago em Bens e Direitos, nunca em Dívidas e Ônus Reais.
- Some no campo de situação apenas o total efetivamente pago até 31/12, incluindo entrada, parcelas e custos.
- Guarde recibos de corretagem, ITBI, taxas cartorárias e notas de reformas, eles podem compor o custo do imóvel.
- Confira CPF ou CNPJ dos compradores, vendedores e locadores para evitar inconsistências.
Se restar dúvida, a consultoria de um contador de confiança é o melhor investimento, pois assegura que sua declaração de Imposto de Renda 2026 esteja correta e evita problemas futuros com a Receita Federal.




